Thursday, October 09, 2008

Vontade...

Elouquecer os holofotes da lucidez. Embreagá-la, é preciso. Caminhar tateando no escuro. Deslizar pela janela do tempo em busca do nada. É como tudo novo que aprendemos. Estranho. Tão forte. Tão tenso. Intenso. Onde o lugar desse aroma que me invade e sai? Sua forma suave e malsã. Doce ilusão perdida? talvez. Não buscasse de falto a lucidez... Mas a lucidez dos loucos, malditos. Dilacerados. Incompreendidos. Encontraria, certamente, esta luz opaca do cotidiano inquebrável. Dessas relações que se consomem como areia ao vento. Que se movem sem destino. Que afundam e se amontoam. Espera um pouco. Não é assim! Quanto tempo vivemos à espera? Do que virá. Também do que não sabe esperar. Buscar de volta o tempo perdido? talvez. E mesmo assim, mais uma vez esperar. O que não se quer. Nem se sabe.

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