(João Paulo Roque)
Tudo que se espera de um domingo, provavelmente, um lindo dia de sol, poder sair com amigos/as, parentes, namorados/as. Afinal, para muitas pessoas, domingo é o dia do "descanso semanal". Domingo para ouvir música, conversar na calçada, bater uma pelada. E há quem goste de um cervejinha gelada para relaxar.
Mas se chove no domingo isso não diminui o brilho desse dia. Aquele "friozim" de manhãzinha. O campo fica molhado, o sol escondido e o "racha" não fica tão cansativo. Depois a gente liga a vitrola e põe um vinil e deixa rum rolar um som "das antiga". Aí o dia fica maneiro. A gente deita na rede e espera chegar a hora do almoço. E enquanto isso o som da vitrola embala os sonhos, as memórias, os desejos e alimenta a alma.
Ai chega a tarde, ainda com seu esplendor nublado a gente corre pra janela e olha o tempo, que se anuncia por uma brisa gelada e forte, a chuva que vem. E a gente corre pro campo com a bola na mão pelas ruas, porque que em pouco tempo a turma vai chegar pra jogar na chuva. E então depois de tudo isso, já em casa, vem a noitinha e a turma vem pra calçada porque tem conversa pro resto do dia. E assim é um dia de domingo. Olhares que se cruzam, vozes que se riem. Espaços infinitos que se ligam ao nosso ser por tudo aquilo que somos e desejamos num dia de domingo.