Saturday, July 15, 2006

VIOLETAS

Quão longe a estrada da canção
A poesia, disritmia do tempo,
Soluçar tropeçante em fúria de gozo,
Espelhos d´água, atenuastes!
Outro campo de flores silvestres
Enfeitará esse jardim
Violetas murcharão ao tempo da paixão
E rosas fecharão em sinal de aviso
Quanto mais estou contigo
Mais sinto-me em perigo
Não consigo mais olhar a diante
Sem perder a nitidez
Jaz o corpo desnudo, trançado!
“Insetuando” o gozo viril
de sua perenidade
Sim! Eu sou alegoria do tempo,
desencontros....
Minhas forças se foram
Perde força a metáfora
E ganha cor o perfume das violetas
Mortas em nosso jardim...

(ayalo)

2 comments:

Anonymous said...

adoro flores vivas ou mortas!
sua poesia fala extamente do que eu gosto como um metáfora

Anonymous said...

cara eu senti depois de algum estudo sobre o teu texto uma identificação do "eu" depois de uma relação sexual com as violetas,tão morto quanto elas e tão frágil quanto a poesia da canção...e( detalhe) nós deixamos nossa marca eterna assim como elas quando caem no chaõ sem poder mais levantaras vezes brotando novas "rosas"-nossos filhos e filhas.